quinta-feira, 26 de novembro de 2009

SÁTIRO





Sátiro (mitologia)


Imagem de um cálice descrevendo um sátiro com uma cauda e pênis ereto, Eufrônio, 510–500 a.C., AtenasSátiros (em grego, Σάτυροι — Sátyroi), na mitologia helênica, eram entidades naturais metade humanas e metade com corpo de bodes.

Segundo a mitologia greco-romana, o Fauno é um deus romano cultuado no monte Palatino, sendo o deus protetor dos pastores e rebanhos, porém com o tempo acabou por perder tal caráter divino e passou a ser tido como divindades do campo, que protegiam as culturas de trigo e cuidavam dos rebanhos. Normalmente eram-lhes consagrados o pinho e a oliveira e apesar de serem divinos, não eram imortais.


Mosaico de um sátiro, encontrada nem unha villae em Genazzano. Período antonino 138-192 d.C[editar] Sátiros na cultura popular
No jogo Mortal Kombat: Armageddon, Motaro e toda sua raça de Centauros foram atingidos por uma antiga maldição Shokan, que os reduziu a sátiros bípedes (muito embora eles sejam referidos oficialmente como minotauros ao invés de sátiros verdadeiros).
O jogo DOOM e sua seqüência Doom II: Hell on Earth apresentam como personagens inimigos duas criaturas demoníacas chamadas Cavaleiro do Inferno (Hell Knight) e Barão do Inferno (Hell Baron), ambos são sátiros musculosos cujas mãos envoltas em ectoplasma verde atiram poderosas bolas de energia ou retalham outros seres com suas garras enormes.
A série de jogos Diablo exibe sátiros (sob o nome de Goatmen - "Homens-Bode") como poderosos inimigos mano-a-mano, retratados como aberrações infernais que misturam características humanas com bode, inspirados na figura de Baphomet.
Na série de livros Percy Jackson e os Olimpianos, Grover Underwood, o melhor amigo do personagem principal, é um sátiro.






Sátiro persegue Mênade que carrega tirso e serpente, ânfora de Cleófrades, 500-490 a.C.Na mitologia grega, os sátiros (em grego, Σάτυροι, Sátyroi, talvez relacionado ao grego sathê, "pênis") são divindades menores da natureza com o aspecto de homens com cauda e orelhas de asno, narizes chatos, lábios grossos, barbas longas e órgãos sexuais de dimensões acima da média, muito freqüentemente mostrados em ereção.

Viviam nos campos e bosques e tinham relações sexuais com as ninfas (principalmente as mênades, que a eles se juntavam no cortejo de Dioniso), mas também com mulheres e rapazes humanos. Apreciavam a companhia de Dioniso, o vinho, a música e as orgias. Dançam ao som de flautas (auloi), címbalos, castanholas e gaitas de foles.


Sileno bêbado, arte romana, século II d.C.Sátiros envelhecidos, representados calvos e barrigudos, eram chamados de silenos (seilenoi, em grego), cujo nome talvez derive do trácio zílai, "vinho".

Sileno, o líder ou pai dos sátiros e silenos, é freqüentemente representado montado num burro sobre o qual se equilibra com dificuldade, por estar sempre bêbado.

Filho de Pã e de uma melíade ou, segundo outra versão, nascido como as melíades do sangue de Urano que caiu na Terra, Sileno foi encarregado de cuidar de Dioniso quando criança. Depois, quando o deus já estava adulto, acompanhou-o em suas viagens.

Regressando da Índia, Sileno estabeleceu-se na Arcádia, onde seu caráter jovial e brincalhão atraiu a simpatia e o afeto dos pastores, que lhe construíram um templo. Andava, em geral, coroado de hera, com uma taça de vinho na mão. Os sátiros gostavam de carregá-lo e as ninfas o amavam por sua bondade. Dizia-se que esse velho voluptuoso, nos seus momentos de sobriedade, era um grande sábio e profeta.

Um mito conta que foi encontrado bêbado e perdido na Frígia, onde foi encontrado por camponeses e levado ao rei Midas, que o tratou com bondade. Dioniso ofereceu ao rei uma recompensa e Midas escolheu o poder de transformar tudo que tocasse em ouro.

Os daimones, como aquele do qual Sócrates se gabava de ser acompanhado, eram às vezes chamados também de silenos.







Sátiros na Bíblia Nas traduções do Antigo Testamento (notadamente Isaías 13:21 e 34:14), o termo "sátiro" é às vezes usado como tradução do hebraico se'irim, "peludos", também traduzido como "demônios" ou "bodes". No folclore dos antigos hebreus, se'irim era um tipo de daimon ou ser sobrenatural que habitava lugares desolados. Existe uma alusão à prática de realizar sacrifícios aos se'irim no Levítico, 17:7. Essas entidades podem estar relacionados ao "demônio peludo dos passos montanhosos" (azabb al-akaba) das lendas árabes.

Na Vulgata, a tradução da Bíblia por São Jerônimo, o mesmo termo foi traduzido por onocentauro.


Sátiros romanos e modernos
"Sátiro e Ninfa", mosaico de Pompéia na chamada "Casa do Fauno", arte romana
Ninfa e sátiro se divertem, Terracota de Claude Michel Clodion (1781-1790)Os romanos identificaram os sátiros gregos com o deus Fauno e com os faunos da mitologia latina. Suas características eram originalmente diferentes, mas a literatura e a arte clássica da Europa moderna trataram os dois termos como sinônimos e misturaram suas características.

Os sátiros tinham aspecto mais humano, salvo pela cauda e orelhas de asno, mas eram lascivos e bêbados. Os faunos tinham aspecto mais animalesco, mas eram de comportamento mais digno.

O resultado desse sincretismo são entidades com o comportamento dos sátiros gregos e o aspecto dos faunos latinos, chamadas indiferentemente de faunos ou de sátiro, mas na verdade mais semelhante aos pãs gregos. É com esse aspecto e conceito que os sátiros foram imaginados, descritos e pintados desde a Renascença, geralmente na forma de machos lúbricos.

Dessa concepção de sátiro, vêm termos como "satiríase", "satirismo" ou "satiromania" (desejo sexual excessivamente forte nos homens). Vale notar, porém, que a palavra "sátira" não está etimologicamente relacionada aos sátiros.

"Sátira" provém do latim satira "mistura de prosa e verso, sátira, gênero satírico", forma tardia do latim satura "sátira, mistura", que segundo os gramáticos latinos é abreviação do latim lanx satura "prato cheio, prato com vários tipos de frutos reunidos", de lanx "prato" e satùra, feminino de satur "cheio, abundante", de satis "muito, bastante".

A semelhança formal entre os vocábulos latinos satìra e satyrus "sátiro" gerou uma grafia satyra, etimologicamente incorreta, baseada no fato de que o latim satìra derivaria do grego sátyros, em alusão ao coro de Sátiros, que emprestou seu nome ao drama satírico grego.




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